A Guerra do Velho

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A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD – Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.
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“Guerra do Velho” é frequentemente comparado a um dos maiores clássicos da ficção científica: Tropas Estrelares, de Robert Heinlein. O próprio Scalzi já confirmou que Heinlein é uma das suas maiores influências e que a obra foi escrita seguindo os princípios que ele acredita serem próprios da escrita do autor que tanto admira. Scalzi é um dos principais nomes da ficção científica contemporânea. Ganhador dos prêmios Hugo e Locus, o autor conquistou público, crítica e mercado. Em fevereiro de 2015, fechou um contrato com a editora Tor Books de cerca de $3,4 milhões, para publicar 13 livros nos próximos 10 anos. O canal SyFy está produzindo uma série de TV – chamada Ghost Brigades – como adaptação do segundo livro, e a Paramount já comprou os direitos para levar a história para as telas do cinema.

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Certos livros parecem nos perseguir. E este era um deles. Sempre que passava por uma livraria, lá estava ele em cima de alguma prateleira ou como sugestão de leitura.
Confesso que achava o título meio estranho e sua capa Tropas Estelares, acabava não me chamando a atenção. Principalmente quando em alguns casos, havia um comparativo com Tropas.
Não gosto de Tropas Estelares, podem julgar.
Felizmente um dia, estava querendo algo novo em minha leitura e resolvi virar e ver sua contra capa. E foi ali que já havia mergulhado meus pensamentos dentro desta história e nem ao menos tinha comprado o livro.
Acabei pegando uma versão em e-book.
A Guerra do Velho é um livro que – finalmente -, sai dos padrões atuais de jovens saídos da escola para uma grande aventura, ou aquele que não sabe quem é e precisa fazer uma jornada de auto descoberta e tantas outras que parecem uma cópia de algum capítulo de qualquer livro.
Seu personagem principal, John Perry, é um homem velho que em vez de desistir de viver, resolve se alistar e seguir por novos caminhos. Ele não tem crise de qualquer idade. Apenas como qualquer um, Perry tem novos objetivos.
A discussão sobre idade é colocada a todo instante na obra. Percebemos que somos condicionados desde pequenos a acreditarmos que passar dos 50 significa pensar a cada momento no fim. E que nossas mentes e corpos não suportam mais.
Outro ponto bem abordado nesta obra, é o que “é o ser humano”. De maneira criativa e científica, o autor explica qual a diferença entre seres humanos, principalmente quando nascidos em outros planetas.
A Guerra do Velho é cheia de aventura, uma boa ficção e debates que nos fazem pensar a cada novo capítulo. O ponto positivo para isto, é que John Scalzi em nenhum momento tenta nos dar respostas. Somos como Perry, aprendendo a cada nova jornada.
Outro ponto brilhante, são os nomes de muitos personagens que são homenagens a cientistas famosos como Carl Sagan.
A Guerra do Velho é uma ótima escolha para quem nunca leu nada de ficção e gostaria de iniciar. E uma excelente opção para os que já estão acostumados com o gênero.

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