Crítica | Onde quer que você esteja

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Onde quer que você esteja, baseado no curta homônimo de 2003, também da dupla Bel Bechara e Sandro Serpa, possui uma premissa muita interessante, e ainda atual, pois o longa conta algumas histórias de pessoas que tem algum amigo ou familiar perdido, e ainda não perdeu a esperança em encontrá-las.

As idas e vindas da história ocorrem centralmente nos estúdios da rádio fictícia cidade aberta, programa em que os personagens entram ao vivo para mandar mensagem para as pessoas que procuram.

O filme começa apresentando muito bem os personagens e o drama de cada um, e a partir daí, passa a desenhar as trajetórias pessoais. O filme não explora o grande potencial contando histórias cruzadas, causando um certo desinteresse por alguns personagens no decorrer do filme. Alguns personagens parecem deslocados no meio da trama, e não agregam para a história, em alguns momentos, passamos a esquecer alguns personagens que teoricamente fazem parte do elenco principal.

A fotografia e direção de arte do filme também deixam a desejar, uma vez que é difícil comprar algumas cenas em locações que não parecem especificas, como a cena de um bar com paredes inteiramente brancas, lembrando muito mais um consultório médico do que um bar. E em cenas como a descrita acima, fica evidente também alguns problemas de enquadramento, onde os cortes bruscos em diálogos causam uma estranheza (não de maneira positiva) no espectador.

O elenco principal conta com nomes de peso como Leonardo Medeiros ( O Mecanismo, Policia Federal: A lei é para todos), Gilda Nomacce (As boas maneiras, Como nossos pais), Sabrina Greve (Carandiru, Olga), Samuel de Assis (Na forma da lei, O Doutrinador), entre outros grandes nomes nacionais, e esses entregam muito bem os personagens vividos, porém alguns personagens secundários acabam quebrando um pouco da experiencia com diálogos fracos, e algumas atuações forçadas.

Alguns elementos acabam derrubando uma boa premissa, e um grande leque de opções que o filme poderia explorar, afinal usar de plano de fundo a rotina de uma rádio, adicionado ao drama de quem sofre por alguém desaparecido parece ser uma chance de ouro para criar narrativas interessantes.

O filme leva 2 de 5 vidas.

Onde quer que você esteja estreia dia 03 de outubro, confira o trailer:

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