Crítica | Predadores Assassinos

0

Quando a Flórida é vítima de um imenso furacão, os tsnunamis levam todos os habitantes a evacuarem o local. Mesmo assim, a jovem Haley (Kaya Scodelario) se recusa a sair de casa enquanto não conseguir resgatar o pai, gravemente ferido. Aos poucos, o nível da água começa a subir, Haley também se fere e tanto ela quanto o pai precisam enfrentar inimigos inesperados: gigantescos jacarés que chegam com as águas.

Predadores Assassinos, o que dizer do filme?

Em primeira análise, funciona como aventura e suspense e seu ponto mais positivo reside no fato de  ser bem dinâmico.

Depois que os jacarés entram em cena (e eles não demoram a aparecer) o longa assume um ritmo frenético que só termina nos últimos minutos.

Outro ponto positivo é o fato da protagonista ser uma nadadora medalhista, o que torna muitas coisas verossímeis, principalmente no que diz respeito a ela conseguir fugir dos ataques dos répteis na água.

Entre os pontos negativos está o número considerável de jump scares, que pode incomodar aqueles que não curtem o recurso.

Mas é justamente nos animais que estão os maiores problemas. Mais precisamente no seu comportamento. Digitalmente eles estão perfeitos e muito convincentes. Mas atacam de uma maneira que não existe no mundo real. Pra começar perseguem as presas em terra com frequência, coisa que raramente fazem na natureza. Também vociferam e rugem como leões ou ursos – para aqueles que conhecem ou já assistiram a vários documentários com o tema ou vídeos no YouTube, sabem que esses bichos na verdade quase não fazem barulho. Outro erro mostrado no filme são os filhotes saindo de ovos que estão dentro d’água (jacarés e crocodilos fazem seus ninhos em terra).

O pior mesmo é quando atacam a protagonista. Ela parece ter armadura natural. Esses animais tem a mordida mais forte do reino animal, capaz de decepar facilmente um membro. Mas nela deixam apenas pequenos cortes. Mesmo quando um deles gira com ela nas mandíbulas – sim, isso mesmo.

Aliás, esse é o único momento em todo o longa em que um jacaré faz uso  do giro de corpo, recurso sempre usado por esses animais para despedaçar presas maiores. Ao menos a presença de vários animais justifica a matança mostrada no filme, uma vez que um jacaré ficará semanas sem comer após abater um animal do porte de um humano adulto.

Já o elenco, como é típico em produções do tipo, segue no chamado “piloto automático”.

Pra quem não se incomoda com tais absurdos, é um filme divertido, para se ver sem pretensões e totalmente desligado de qualquer coisa.

Predadores Assassinos leva 2,5 vidas de 5.

Nota: A espécie mostrada no filme é o aligator ou jacaré-americano (Alligator mississippiensis), que realmente é bem comum naquela região do sul dos EUA. Alligator é como os jacarés são chamados nos países de língua inglesa.

Para saber mais sobre este animal e seus parentes: http://atilassauro.blogspot.com/2013/06/sobre-jacares-crocodilos-e-gaviais.html?m=1

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *