Crítica | Coringa

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2018 marca as festividades dos 80 anos do Batman, porém quem chega ao cinema é o seu principal rival: O Coringa. O mais icônico vilão das histórias em quadrinhos ganha mais uma versão nos cinemas, e desta vez em um filme solo, desta vez vivido por Joaquin Phoenix (Gladiador, Ela), a produção do diretor Todd Philips (Cães de guerra, nasce uma estrela) promete abrir portas para os filmes ainda mais sombrios da DC.

A produção passou por momentos distintos: desde críticas por supostamente incentivar a violência, até o Leão de Ouro no festival de Veneza. Joaquin Phoenix, inclusive é cotado como um dos candidatos ao Oscar (Confira o nosso especial), é chegado o momento de tirarmos as nossas próprias conclusões.

O longa cumpre o que era esperado: Um filme totalmente independente dos demais do universo cinematográfico da DC, e totalmente diferente de tudo que já foi feito em obras baseadas em quadrinhos.

O filme conta a origem do personagem de uma maneira que faz com que o espectador crie uma relação de empatia em um primeiro momento, quando os demônios pessoais de Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), e desde o início se mostra como alguém com sérios problemas psicológicos e movido por medicações. Ele é um homem de meia idade que ganha a vida na medida do possível como palhaço, cuida de sua mãe doente e tem o sonho de se tornar um comediante de Stand Up, mas as coisas não fluem como o Arthur planeja.

Após uma série de fatos Arthur passa a ver a vida de outra maneira, e desde o seu primeiro crime passa a assumir a personalidade do Coringa. O Vilão surge em uma Gotham, muito bem caracterizada, onde parte da população se vê abandonada, e sem esperança, a cidade no filme está literalmente afundada em lixo, e o visual colabora muito com a direção de arte, onde o cenário ajuda de forma direta no decorrer da trama.

Joaquin Phoenix justifica as campanhas de indicação ao Oscar, pois desde a primeira cena o ator incorpora o personagem, e de uma maneira tão incrível, a ponto de fazer com que o espectador se sinta incomodado em diversos pontos com as situações vividas por ele.

Apesar do filme não ter ligação com as demais produções do universo DC, as referencias ao universo de Batman não poderiam faltar, inclusive com Thomas Wayne sendo um dos personagens mais importantes no desenrolar da trama.

Coringa é um filme pesado, e corresponde as expectativas do que se espera do vilão, justifica todo o alvoroço criado em torno dele após exibições em grandes festivais, e é um filme barato e pé no chão, e que deve render à Warner uma ótima relação custo benefício, a nova fórmula adotada pela DC parece próspera, produzindo filmes que não precisam necessariamente se conversar entre si, e explorando diversos gêneros dentro do tema.

O tom do filme é algo que deve encher os olhos dos fãs mais apegados ao “Sombrio e realista”, e  esse fato deve ser olhado com carinho pelos produtores, uma vez que a partir deste longa, uma mitologia enorme de Gotham pode ser explorada bebendo da mesma fonte, inclusive a mitologia do próprio Batman.

Coringa leva 4,5 vidas de 5.

O novo longa da DC chega aos cinemas do Brasil dia 03 de outubro, confira o trailer:

 

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