Fogo contra fogo, uma amarga visita ao Aparthaid

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O Aparthaid foi um regime de segregação racial que dividiu a África do Sul por quase 50 anos, e durante esse período diversas figuras lutaram contra o sistema em busca da igualdade. Uma destas figuras foi Salomon Mahlangu, que no longa é interpretado por Thabo Rametsi.

O personagem que começa em uma vida pacata como estudante e vendedor, termina se tornando um guerrilheiro me busca de justiça, e a trama mostra o dia a dia de uma pessoa que sentiu na pele todo o ódio e dor que o racismo pode causar nas pessoas.

O filme coloca o dedo em uma ferida que deve ser discutida e relembrada, ainda mais no mundo atual em que vivemos onde se tornou comum a negação de fatos históricos, pode parecer clichê, mas é importante estudarmos a história para não repetir os mesmos erro.

O diretor Mandla Dube consegue encaixar muito bem os fatos da narrativa de uma maneira não linear, isso pode causar um estranhamento em um primeiro momento, mas aos poucos as coisas se encaixam em seu devido lugar.

A narrativa é sufocante e desesperadora, pois a todo momento o espectador é colocado em situações desgastantes junto aos protagonistas

Mas por que devo ver esse filme?

Por se tratar de um filme diferente do habitual, e que quebra alguns paradigmas do cinema, além de servir como uma lição de história.

O filme, mesmo se tratando de um tema pesado, ainda tem momentos calmos com algumas situações cômicas, porém em sua maioria segue a linha de um drama capaz de tocar os mais duros corações que assistirem, e claro, é uma ótima opção para quem quer fugir de produções Hollywoodianas e conhecer um pouco melhor o mercado sul africano.

Fogo contra fogo leva 4 vidas de 5.

O longa não poderia estrear me melhor data no Brasil, 21 de novembro, um dia após o feriado da consciência negra.

Confira o trailer:

 

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