Resenha | Príncipe mecânico – Cassandra Claire

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Segundo livro da trilogia As peças infernais, Príncipe Mecânico vem para trazer respostas a diversas questões que ficaram abertas em Anjo Mecânico e abre um leque de possibilidades para o terceiro e último livro que será Princesa Mecânica.

Após Tessa decidir se aliar aos caçadores de sombras, ela se encontra agora envolvida na missão dada a todos eles, encontrar Mortmain. Devido ao desfecho do primeiro livro, onde o Instituto de Londres foi invadido por Mortmain, o Magistrado determina um tempo para que Charlote encontre informações sobre o paradeiro desse homem misterioso, caso contrário, ela corre o risco de perder o comando do Instituto.

 O livro já se inicia com essa luta contra o tempo e com a busca para saber mais sobre os autômatos e o motivo da obsessão de Mortmain com a Tessa. Esse segundo livro se comparado ao ritmo do primeiro é mais tranquilo, pois mesmo com algumas cenas de ação, a escritora se concentra bastante no relacionamento dos personagens entre si, ela explora muito os diálogos e o lado sentimental, a vulnerabilidade e os pensamentos tanto dos caçadores de sombras quanto de Tessa. E por ter personagens bem construídos, essas cenas se tornam emocionantes e acolhedoras.

Nessa busca por respostas os moradores do Instituto de Londres seguem algumas pistas que levam cada vez mais perto de Mortmain e de descobrir mais sobre a origem dos poderes de Tessa. Nesse mesmo tempo os segredos e traições dos personagens são revelados, causando uma reviravolta e maior tensão durante a narrativa.

Na capa do livro temos o Jem Catairs que é um dos personagens principais da trilogia e nesse segundo livro em especial, é possível ver que ele tem um papel ainda mais presente do que no primeiro. Um outro personagem que também aparece bastante é Maguns Bane que acaba tendo uma participação muito importante nas descobertas e está sempre presente auxiliando os caçadores de sombras a resolverem os problemas que permeiam a história.

Um ponto muito importante a destacar é a imagem da mulher nesse livro. Principalmente por causa da época em que a trama se passa, é evidenciado como o sexo feminino era subestimado tanto em capacidade de fazer escolhas racionais, em terem sua própria voz, quanto poderem comandar cargos de liderança. No decorrer do livro esse pensamento é quebrado pelas atitudes competentes que as mulheres desempenham. 

O príncipe mecânico tem uma linguagem fluida, a escritora continua na mesma linha do primeiro livro, deixando os personagens descobrirem aos poucos sobre os diversos mistérios, enquanto abre um leque de perguntas que só poderão ser respondidas no terceiro livro, Princesa mecânica.

O livro leva 5 “só mais um capítulo” de 5.

Cassandra Claire conseguiu criar um ritmo de narrativa único, transitando de cenas mais tranquilas com diálogos, até as situações de ação e descobertas. Por conseguir unir diversas características em apenas um livro, a narrativa ganhou 5 estrelas.

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