Crítica: Uma Segunda Para Amar

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Há 35 anos… George Michael escreveu uma canção que se tornou um clássico. Este Natal, surge um filme inspirado na sua música… Last Christmas, I gave you my heart

Emília Clarke começa a entender o real espirito de natal neste filme emocionante!

Protagonizado por Clarke (Como Eu Era Antes de Você) ao lado de Henry Golding (Podres de Ricos, Um Pequeno Favor), Emma Thompson e Michelle Yeoh, a trama conta a história da problemática Katarina ou Kate – ela prefere ser chamada assim -, uma jovem que trabalha como elfo numa loja que vende artigos natalinos o ano inteiro. E no decorrer da sua vida bagunçada, ela acaba conhecendo Tom, um rapaz encantador que tem uma participação crucial no seu desenvolvimento como pessoa. E a trama se passa na época mais linda do ano: o Natal.

O longa começa com Kate e sua família, num coral de uma igreja na Iugoslávia, terra natal deles e devido as guerras sofridas, eles foram para Londres. E logo de início podemos perceber o grande talento de Kate, ela canta muito bem. Seu grande objetivo é conseguir um papel para que possa sair da loja onde trabalha. Vemos uma personagem totalmente irresponsável consigo e com os outros. Ela bebe a todo momento e destrói as amizades que tinha por falta de bom senso e não apenas isso, se torna uma má funcionaria e as pessoas ao seu redor a veem como uma pessoa que não se pode levar a sério.

Neste filme, vemos uma personagem bem diferente, o oposto de Louisa Clarck de Como Eu Era Antes de Você, uma menina doce e romântica. Mas mesmo assim é possível se prender a personagem Kate. Ela é engraçada e ao mesmo tempo cativante. As sobrancelhas dela falam por si só, não é? Ela de certa forma nos mostra como é difícil ser humano. Todos nós construímos barreiras para que evitemos a frustração. Ela passou por um acidente e no decorrer do filme, percebemos que esse acidente fez com que ela se sentisse diferente, como se algo tivesse quebrado dentro dela. E é aí que aparece duas coisas incríveis nesse filme: trilha sonora, que nos surpreende desde o começo e a chegada insistente e encantadora de Tom Webster.

Só você para considerar isso uma tortura.

Sabe aquele boy magia que parece um sonho? Sim. Nesse filme ele existe. Ele tem nome e endereço. É Tom Webster. Eles se conhecem de forma cômica e inusitada. O rapaz gerou curiosidade em Kate que depois não quis saber mais dele. Mas ele não desistiu e continuou insistindo para que a moça saísse com ele. E ele consegue. Nesse meio tempo, temos a chefe dela, Santa, que sem demonstrar muito, gosta de Kate e que se em meio a descobertas. Nos encontros e desencontros, Kate e Tom criam uma conexão e ele a ajuda a atravessar esse momento de inquietação e perturbação psicológica e emocional. E num determinado momento, ela pede algo que ele não consegue dar. Eu não entendia… mas é nítido. Ás vezes fantasiamos o tempo todo e esquecemos de viver a realidade. O final é surpreendente e foge do clichê que estamos acostumados a ver nas telonas e nas produções de Hollywood.

A família de Kate, é confusa. A mãe, croata, com aquele sotaque parece mais uma piada de péssimo gosto, mas também mostra o quanto somos frágeis em determinadas situações da vida. O pai, é um senhor aparentemente gentil, mas que também tem seus dilemas que derivam dos problemas da sua esposa. A filha mais velha tem uma vida confortável, mas falta algo. E ela está em constante conflito com Kate.  Não é uma família desestruturada, mas com brechas que não permitem que eles se amem e convivam juntos. Ao mesmo tempo é moderna, a partir do momento em que temos uma relação homoafetiva envolvida na trama, o que aproxima o público da obra.

A maestria fica por conta da trilha sonora que é majoritariamente composta por George Michael, incluindo o clássico natalino Last Christmas. O filme também vai estrear material inédito do artista, que morreu em 2016. As cenas e a fotografia são impecáveis. O enredo é bem construído e bem costurado dentro de 01h 43min.. Por fim, a mudança, a sorte que ela tanto queria acontece. Não se trata de um milagre. De um romance qualquer. Traz uma grande missão: a empatia. Algo que falta nos dias de hoje e que é resgatado nesse longa natalino e que consegue nos fazer perceber isso. E se você for tão sensível como eu, terá lagrimas roubadas por cenas super tocantes e que moldam a sua percepção acerca da realidade dos personagens.

Apenas olhe para cima…

Mas por que devo assistir?

Porque é tocante. E te toca naquele lugar onde você não vê, onde ninguém vê. É no coração. E todos nós precisamos de um romance, de uma obra que nos lembre o quão sortudos somos e o quanto desperdiçamos. Antes de qualquer coisa, somos humanos e temos sentimentos e nesse embalo natalino somos bombardeados por emoções diversas. Não apenas isso, o elenco é fantástico e a direção é impecável e ficou com Paul Feig, conhecido por filmes como Missão Madrinha de Casamento e Caça-Fantasmas. Michelle Yeoh (Podres de Ricos) e Emma Thompson estão no elenco, enquanto Thompson também assina o roteiro. Lembrando que o filme estreia no dia 28 de novembro de 2019.

Uma Segunda Chance Para Amar leva 4 vidas de 5.

 

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