Batman: O Príncipe Encantado das Trevas

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Batman, criado em 1939 por Bob Kane, está completando 80 anos neste ano de 2019. E os fãs do Homem Morcego sabem das dificuldades de um autor em trazer elementos marcantes para este personagem que já teve tantas aventuras.

Por este motivo, não é de se estranhar o caminho escolhido pelo italiano Enrico Marini ao criar a história Batman: O Príncipe Encantado das Trevas, onde para se contar uma boa trama, ele acabou investindo no básico, ao usar elementos do universo do Homem Morcego.

Na história de Enrico Marini, que faz sua estreia nos quadrinhos americanos, ele traz uma trama envolvendo o Coringa e sua companheira Arlequina. Com uma misteriosa conexão com o Batman, uma garotinha sequestrada pelo Coringa obriga o Homem-Morcego a mergulhar profundamente no submundo de Gotham em uma corrida contra o tempo para resgatá-la. As apostas são altas e para Batman este é um caso extremamente pessoal.  Mesmo que dentro desta história exista um fator surpresa, que mostra um lado mais paterno do Playboy Bruce Wayne, a história traz vários rostos conhecido do universo do Cavaleiro das Trevas, como o Comissário Gordon, Arlequina, Crocodilo e a Mulher Gato.

Com tantos especiais do Batman, fica uma pergunta, se esta é uma história que vale a pena ser contada? A resposta é sim. Principalmente se levarmos em conta a quantidade de histórias ruins que foram lançadas nos últimos tempos. Esta não e uma HQ marcante, mas ela é boa e segura o leitor até o final, ainda mais com a arte bem feita onde cada quadro parece uma obra de arte, com belas cores e perspectivas da cidade de Gotham.

Vale destacar que o enredo de Batman O Príncipe Encantado das Trevas é fluída e com muitas caracterizações dos personagens, que, aliás, estão ótimas, e dá aquela sensação que o leitor irá se identificar com um Batman do estilo dos filmes do Christopher Nolan, pois em muitas partes da obra de Marini, o uniforme lembra e muito do utilizado por Christian Bale na trilogia de Nolan.

Já os outros personagens como Coringa, Alerquina e Crocodilo estão com visuais bem diferentes do que geralmente vemos, o que pode trazer estranheza aos leitores mais acostumados com as histórias do Batman. Mas em compensação suas personalidades são bem trabalhadas, sem a necessidade de se aprofundar demais em temas já tão conhecidos do fãs, e desta forma deixar a narrativa fluir para contar novas origens.

Voltando a arte de Marini, pode-se ver o quanto o autor italiano é talentoso, principalmente ao lembrarmos de seu personagem O Escorpião. Aqui ele apresenta uma bela arte para a cidade de Gotham. Em belos painéis, as cenas de ação fluem bem, onde o predominante é o tom pastel que se destaca em várias cenas, reforçando a ideia de uma trama noir, como toda boa história de detetive deve ser, pois acima de ser um grande herói, Batman é um dos maiores investigadores do mundo, pois o seu poder é a inteligência.

Com uma arte deslumbrante, os dois volumes de Batman O Príncipe Encantado das Trevas não se propõe em contar aquela história bem marcante, e sim uma trama simples, com elementos conhecidos e que funcionam. E esse foi o grande acerto de Marini, que do simples tornou uma bela aventura que deve ser lida por todos os fãs do Homem Morcego.

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