Crítica | Dolittle

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Por Tamara Yumi

Robert Downey Jr. volta aos cinemas com o filme Dolittle, onde além de ser o protagonista, também assina a produção executiva do longa que tem na direção Stephen Gaghan  de Ouro e Cobiça de 2016.

O filme conta a história da vida do Dr. John Dolittle, interpretado  porRobert Downey Jr., e sua trajetória como veterinário na Inglaterra, sendo até mesmo reconhecido pela Rainha Victória, vivida por Jessie Buckley, e ganhando um santuário para viver junto dos animais resgatados por ele e sua esposa Lily Dolittle, Kasia Smutniak. Tudo vai bem, até que tudo muda quando Lily parte em uma jornada e não retorna, deixando-o viúvo e recluso do mundo exterior no santuário.

Mas nada ficará parado na vida de Dolittle, já que a chegada de novos personagens e uma busca, farão com que ele acenda novamente aquela centelha e o faça sair nesta jornada.

Com uma história simples e cenários encantadores a história se passa sem grandes surpresas de enredo, mas se mantém interessante até o final, com piadas bem colocadas e sem exageros. A simplicidade é algo que funciona bem no longa. Dolittle mostra que o menos muitas vezes é mais, o que permite que a interpretação dos atores tenha um destaque singular.

Os efeitos especiais usados na criação dos animais são bem feitos, com expressões faciais críveis e  que nada pareça forçado, ou estranho. A dublagem complementa esse trabalho e aumenta mais a percepção dos sentimentos transmitidos. 

Dolittle vs Dolittle

A história de Dolittle já é conhecida por muitas pessoas pelos filmes estrelados por Eddie Murphy e posteriormente por Kyla Pratt, com um total de 5 filmes. Mantendo um tom de comédia comum à época em que foi lançado, com cenas muitas vezes forçadas para fazer rir, com momentos sem sentido e apenas pelo entretenimento. 

Outro aspecto diferente do que é retratado dos filmes anteriores, é a época. Outra diferença está no personagem central. O Dolittle anterior possui habilidade de falar com animais desde a infância e passou um tempo sem ter esse poder. Já o Dolittle atual se comunica na linguagem dos animais, não sendo um poder extraordinário, mas uma capacidade que pode ser aprendida, como acontece com seu aprendiz. Mesmo com a mesma base, as histórias são bem diferentes entre si, mantendo apenas a parte principal de Dolittle, o conversar com animais. 

Livros 

Dolittle apareceu pela primeira vez na no livro de 1920 escrito por Hugh Lofting, chamado The Story of Doctor Dolittle (A história do Doutor Dolittle, em tradução livre). A série de livros durou até 1952 e conta com um total de 15 livros. O filme foi inspirado pelo segundo livro de 1922, The Voyages of Doctor Dolittle (As Jornadas de Doutor Dolittle, em tradução livre) que é narrado por Tommy Stubbins.

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