Crítica | O Homem Invisível

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O Homem Invisível é um clássico da literatura. Um dos grandes livros de H.G. Wells que ganha mais uma nova versão para o cinema.

Só que desta vez, sua abordagem é muito mais psicológica do que de ficção, mesmo que sua narrativa trate a respeito de uma pessoa que faz tudo aquilo do que se esperaria de uma pessoa invisível.

E nesta adaptação, a crítica aos homens abusivos é um tapa na cara que nada tem de invisível. A personagem central da trama nos leva a sentir todo o medo, angústia, falta de justiça, ou seja, tudo aquilo que quem passa por abusos pode sentir.

A trama muito bem arquitetada para muitos é um golpe de sorte. Mas não é. O filme segue uma realidade de muitas mulheres que sofrem nas mãos e nas palavras de pessoas que fazem isso tudo como armas de terror psicológico.

Sendo assim, O Homem Invisível se torna além da ficção, vindo de encontro ao universo de terror. Mas não do gênero cinematográfico, mas sim de quem o vivencia.

Os dois primeiros atos do longa são bem feitos e seguem por uma linha que deixa o espectador desconfortável e ao mesmo tempo passando a mão pelo pescoço, pelo peito, virando o rosto e tantos outros modos de quando nos sentimos maus com alguma situação. Mas infelizmente, o final tende mais para ação. Mesmo que isso seja esperado, a direção poderia ter seguido por um caminho que em certas partes finais do filme, poderia ter segurado um pouco mais.

De qualquer forma, O Homem Invisível é um ótimo filme que deve ser considerado muito mais do que uma ficção, e sim como uma forma de retirar o abuso da invisibilidade.

O longa leva 4 vidas de 5.

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