Estado de emergência fecha salas de cinema em SP

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Devido ao aumento no número de casos de coronavírus e, a primeira morte confirmada no Brasil, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, decretou estado de emergência na cidade. O decreto foi publicado nesta terça-feira (17). Até o momento, são 152 casos da doença na cidade. 

“Fica decretada situação de emergência no Município de São Paulo, para enfrentamento da pandemia decorrente do coronavírus, de importância internacional”.

A Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas) e o Sindicato das Empresas Cinematográficas do Estado de São Paulo emitiram uma nota solicitando que o governador de São Paulo, João Doria, oficialize o pedido de fechamento das salas de cinema em forma de lei, devido a pandemia do COVID-19

O fechamento por iniciativa própria demanda um período de negociação com empresas administradoras de cada shopping, processo que pode demorar. A Feneec também informa que cartas similares estão sendo divulgadas nos demais estados que ainda não determinaram o fechamento dos cinemas. 

Confira na integra o comunicado:

“A Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas) e o Sindicato das Empresas Cinematográficas do Estado de São Paulo vêm a público pedir ao governador de São Paulo, João Doria, que assuma o papel de fechar as salas de cinema de todo o estado, na forma da lei. As empresas exibidoras entendem que a grave situação colocada pela pandemia da Covid-19 é urgente e demanda uma resposta rápida que somente o Estado está habilitado a tomar. Infelizmente o fechamento das salas por iniciativa das empresas demandaria negociações com cada uma das empresas administradoras de cada shopping onde existe uma sala de cinema, o que seria penoso e lento. Os shoppings pertencem a diferentes grupos econômicos, com participação de investidores, fundos de previdência, fundações e outros, o que demandaria diversas instâncias de negociação, resultando num prazo para solução dos problemas que a saúde pública não tem. O bem-estar dos espectadores de cinema e dos funcionários das empresas de cinema é hoje a nossa prioridade. ”

A primeira rede a fechar suas salas em SP foi o Espaço Itaú de Cinemas. Presente em seis estados, os três complexos da cidade (Augusta, Frei Caneca e Pompéia) serão fechados por tempo indeterminado e nas unidades do Rio de Janeiro e Brasília a paralisação será por 15 dias. No final de semana a rede já havia limitado a lotação de suas salas em 60%.

O Cinemark anunciou na segunda-feira (16), seu Plano de Demissão Voluntária (PDV) ou Programa de Qualificação Remunerado. Cinesala e Petra Belas Artes também suspenderão suas atividades. A rede Cinépolis fechou suas salas do Rio de Janeiro e de Campo Grande (MS).  

A Kinoplex antecipou as férias coletivas de todos seus funcionários. A rede Cine Drive-In, no Distrito Federal, informou que manterá suas atividades por suas exibições acontecerem em locais abertos. 

De acordo com o governo, o setor cultural de SP equivale a 3,9% do PIB do estado. A Secretaria estima que a crise pode gerar um total de R$34,5 bilhões em prejuízo para o setor.

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