A Primeira hora: A Mulher na Janela

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Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e… espionando os vizinhos.
Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.
Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?
Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. A mulher na janela é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.
E esta é a sinopse deste livro, lançado pela editora Arqueiro em março de 2018.
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Em algumas críticas, foi dito que o início do livro é parado e que ele demora para iniciar todo o suspense, diferente da grande maioria das histórias com o mesmo tema.
Pelo contrário! A dinâmica do livro é correta. O autor A. J. Finn, sabe descrever de maneira cinematográfica o conceito da protagonista, local onde ela vive, vizinhança e os demais personagens. Cada um é apresentado de maneira simples e pela visão de Anna. Como no filme de Hitchcock, Janela Indiscreta.
Finn consegue em seus primeiros capítulos nos pegar em diferentes níveis como o diretor. Se você quer apenas se entreter com uma história de suspense, você tem. Agora, se você é daqueles que busca uma obra cheia de detalhes e genial, você também o tem. Pelo menos nessa primeira hora de leitura.
Em A Mulher na Janela, temos uma mulher com problemas sociais – Agorafobia (Agorafobia é um transtorno de ansiedade que muitas vezes se desenvolve após um ou mais ataques de pânico. Os sintomas incluem medo e evitar lugares e situações que possam causar sensação de pânico, aprisionamento, impotência ou constrangimento), onde seu único passatempo parece ser observar através da janela seus vizinhos. E retornando à obra de Hitchcock, já sabemos sobre sua saúde, estado de espírito, profissão e outros detalhes importantes.
Em poucas linhas, Finn consegue situar o leitor pela perspectiva da personagem, sem necessitar da utilização do chamado “in media res“, que é uma técnica literária onde a narrativa começa no meio da história, em vez de no início. Ou seja, como muitos livros de suspense, já partir para a morte de um determinado personagem em capítulos muito a frente para segurar a atenção.
É uma técnica interessante, mas que tem um problema. Ela adianta a cronologia da história para em seguida trazer o leitor para presente da leitura. E ela é melhor empregada quando conhecemos os personagens, do contrário, quando a cena acontece, ela perde um pouco o seu impacto, ou não. Depende de como ela foi utilizada.
Bons exemplos visuais, são Missão Impossível 3, quando a personagem de Michelle Monaghan está amarrada na frentre de Ethan (Tom Cruise), sendo ameaçada. E até mesmo o episódio piloto de Breaking Bad.
E Finn soube até o momento segurar apenas com partes do dia-a-dia de Anna, quem ela é e seu estado psicológico.
Em breve um pouco mais a respeito deste livro!

A sessão A Primeira Hora, é uma nova maneira de resenhar um livro. Como em games, onde os críticos jogam algum tempo e passam suas primeiras impressões. Esta sessão não julga se o livro vale ou não a sua leitura. Ele serve como as famosas discussões entre amigos sobre um livro que está iniciando a sua leitura e suas impressões até o momento.

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