Crítica | O Tradutor

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Trabalhando na Universidade de Havana, um professor de literatura russa é obrigado a trabalhar como tradutor para crianças vítimas do desastre nuclear de Chernobyl quando elas são enviadas até Cuba para tratamento médico.

Confira a Crítica de A Rebelião

Filmes baseados em histórias reais costumam comover e inspirar. E principalmente, quando bem feitos, dar ótimas aulas de história para uma geração que só sabe o que é a Guerra Fria por causa dos vídeo games.

O Tradutor, com uma ótima atuação de Rodrigo Santoro e talvez uma de suas mais difíceis, já que o ator teve que aprender russo em apenas um mês, precisou retratar partes que ninguém quer ver.

Retratar um dos pontos mais trágicos e dolorosos de um desastre do século XX, que foi Chernobyl. O ator vive Malin, que como diz a sinopse serve de intérprete entre os médicos cubanos e as famílias de crianças russas expostas a radiação.

O filme é rodado de maneira a lembrar aquela época, além das locações e todo o medo que existia na política daqueles anos.

A luta entre o capitalismo representado pelos EUA contra o comunismo, muitas vezes colocado como o grande vilão, que era a antiga União Soviética. Eram tempos complicados, onde a qualquer instante uma bomba poderia explodir e destruir o planeta. E era um medo real.

E este medo trazia também complicações para a economia mundial.

Esta parte está durante a história do filme, onde Malin além de servir como tradutor, deverá aprender a trazer alegria e esperança a estas crianças.

A dor é estampada nos olhos de Santoro a cada cena e temos tanta empatia por seu personagem, que uma amargura e desespero nos transpassam quando ele visita cada quarto e deve traduzir a dor de crianças que sofreram por algo que não pediram.

Seu personagem cresce na história, assim como nós ao lembrarmos em cada tapa na cara, que isto pode ser um filme, mas cada pessoa ali hoje é um fantasma que existiu e está ali, não para nos assombrar, e sim para nos lembrar de nossas responsabilidades como seres humanos.

Em tantas estreias de heróis, o maior deles ainda é aquele anônimo.

O Tradutor chega aos cinemas no da 4 de abril. Assista e reflita muito!

E que subam as cortinas. Até a próxima!

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