Crítica | Rindo à Toa – Humor sem Limites

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Por Tâmara Yumi

No novo documentário Rindo à Toa – Humor sem Limites, com direção de Claudio Manoel, Álvaro Campos e Alê Braga, acompanhamos a trajetória do humor no Brasil até os dias atuais.

A comédia fortemente enfrentada pela censura volta a aparecer com mais força com o início da queda da Ditadura Militar, principalmente através de publicações como O Planeta Diário e o Casseta Popular, que apresentavam um humor gráfico e escancarado em suas páginas, causando não só o riso como também o choque de parte do público.

Esses dois viriam a se unir e fundar o tão conhecido Casseta & Planeta, com o Almanaque Casseta Popular, e expandindo seu público com músicas e esquetes, antes de chegarem a TV, com o programa Casseta & Planeta, Urgente! que foi televisionado de 1992 a 2010.

Ainda no meio impresso temos a presença de cartunistas como Laerte e Angeli que marcaram a época com charges e quadrinhos como Chiclete com Banana, Piratas do Tietê e Los 3 Amigos.

Também acompanhamos a saudosa TV Pirata, que era voltada a uma comédia de bordão e de estereótipo, com influência de programas como os estadunidenses Monty Python e Satuday Night Live.

Passamos pela mudança do tipo de humor empregado nos programas, até o mais recente abordado pelo longa, Hermes e Renato da MTV, com uma combinação de sátira com humor negro em seus esquetes, vindo de uma brincadeira entre um grupo de amigos e sem pretensão nenhuma, abrindo portas para uma nova geração de humoristas.

Qual será o futuro da comédia? O politicamente correto é um termo que está muito presente tanto para os humoristas antigos quanto os mais novos, e as implicâncias que isso terá daqui para frente é algo que fica solto no ar e com algumas reflexões de alguns dos entrevistados.

Rindo à Toa – Humor sem Limites nos dá um panorama da comédia brasileira e seus caminhos até os anos 2000. Sendo uma produção da Globo Filmes, ele deixa de lado alguns nomes da comédia como Jô Soares, Dercy Gonçalves e Carlos Alberto de Nóbrega, fazendo com quê parte da história da comédia do Brasil seja deixada de lado. Ainda assim é um documentário para quem quer entender mais sobre esse gênero no Brasil e reviver um pouco dessa época.

Nota: 2,5

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