Crítica | Rocketman

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Por Murillo Otero(*)

A vida de um astro da música é sempre do interesse do grande público. Quando se trata de um filme baseado na vida de um gigante como Elton John, olha-se com muito mais carinho.

Rocketman é um nome fidedigno. Faz jus a cada nuance destemperada e intempestiva de Sir. Elton John, que já é mostrada de cara, e em grande estilo na abertura do filme.

O longa segue dinâmico e em tom de uma “auto-jornada”, dispara hit atrás de hit. Sempre interpretados de forma competente por seu grande elenco. Destaque para as atuações de Bryce Dallas Howard, que vai de mocinha mimada em Jurassic World a displicente e problemática mãe de Elton John, e Taron Egerton fazendo uma performance de alto nível na pele do músico.

A trama em si não surpreende, pois não foge do estereótipo clichê de filme de rockstar: infância problemática, ascensão meteórica, desfrute de fama glamour e drogas, levando ao comportamento autodestrutivo. Em contrapartida, retrata-se com muita ênfase a questão da homosexualidade do hitmaker. Com direito a várias cenas picantes e certo drama. Ponto positivo!

Outra característica importante é a maneira que cada canção é estrategicamente colocada em momentos específicos do filme: sempre explorando muito o potencial musical de seu elenco (que dá conta do recado e da cantoria).

Rocketman é divertido, dinâmico e causa certo impacto. Os fãs do cantor com certeza ficarão satisfeitos. Afinal, o próprio Elton co-produziu o longa. Até mesmo quem não tem tanta familiaridade com o trabalho do inglês deve acabar apreciando.

(*) Murillo é músico e toca com sua banda nos principais eventos e casas de espetáculos do país!

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