Review | Feliz Natal e Tal!

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Os Quinns são tipo um culto.

 

Cartaz da série Feliz Natal e Tal original da Netflix

As produções da Netflix estão de vento em polpa! Tem lançamentos de vários gêneros para que você se mantenha entretido a qualquer hora. A bola da vez são os clássicos natalinos. E não poderíamos deixar de fora essa série que pega a semana do Natal e do Ano Novo. Feliz Natal e Tal acompanha Don Quinn (Dennis Quaid), um pai de família da Filadélfia que faz de tudo para equilibrar o stress do fim de ano e as demandas de seus familiares, que também precisam lidar com suas peculiaridades. Mas quando a filha caçula Emmy (Bridgit Mendler) aparece com seu novo namorado, o músico Matt (Brent Morin), a situação fica ainda mais complicada. É uma sitcon com 8 capítulos e dura em média de 25 a 28 minutos. É engraçada e por trás desse humor familiar natalino cada personagem carrega seus dilemas e suas dificuldades e no decorrer dos 8 episódios, cada história particular vai se desenrolando.

A caçula Emmy Quinn (Bridgit Mendler) retorna para sua cidade natal para passar as festas de fim de ano com sua família e com ela seu namorado Matt. Só que essa ida para casa não sai muito bem como ela esperava, porque seu namorado não é muito bem aceito por sua família e em especial por seu pai Don Quinn, interpretado por Dennis Quaid – quem aí não se lembrou de Operação Cupido, hein?! -. Entretanto não é apenas o Matt que terá problemas. O restante da família tem seus conflitos como a Kayla (Ashley Tisdale), que está passando por problemas no casamento e no decorrer da trama ela se redescobre como mulher. Temos também a irmã mais velha, a mais “mãezona” Patsy Quinn – a mais chatinha da série – que não consegue engravidar. Já Sean Quinn é um homem que não consegue conversar de forma franca com seu pai, Don que é ranzinza e que se altera se for contrariado.  Sean acaba por ser desligado e se vê sem rumo até que encontra na sua companheira Joy, força para continuar.

O coral que a família Quinn costuma fazer/ Netflix

Vemos também que os cônjuges também têm seus problemas. Embora Joy seja compreensiva com Sean, ela por ter que cuidar dos filhos, é professora, ainda precisa lidar com um marido que age de forma passiva em relação ao pai e no meio disso tudo, ela tenta parar de fumar. Todd, o marido de Patsy, foi criado no judaísmo e quer que seu filho seja criado com base nos preceitos judaicos, não apenas católicos e quando ele expressa esse desejo encontra resistência por parte de Don e isso acaba gerando algumas situações tensas com sua esposa, Patsy. E Matt. O músico que tenta de todas as formas se inteirar com a família e devido aos desencontros com Don, ele acaba se desentendendo com Emmy que passa a vê-lo de outra forma. O alivio cômico fica por conta de Kayla que nas suas confusões acaba encontrando em Matt um ombro amigo.

É um pouco do estresse de fim de ano, mas Matt e eu não estamos bem. – Emmy Quinn

Don Quinn. É o pai dessa grande família. Acho que entendo-o, é meio difícil se livrar de alguns conflitos internos e tem toda uma questão de criação e de como ele enxerga o mundo. Ele é pai e tem uma grande responsabilidade, mas ele não divide o que sente e se fecha nas suas próprias barreiras. E essa mega super proteção é bem vinda, mas nos momentos certos. Mas pai que é pai, mãe que é mãe não deixa de ser amor em qualquer época do ano. Por mais que seja uma série engraçada, apresenta mais do mesmo, porém envolve temas como o  relacionamento amoroso, criação dos filhos, escolha religiosa, superação do luto, até a orientação sexual. A fotografia é muito boa, a sequência de sorrisos… rs é uma aglomeração de tudo que acontece antes, durante e depois dentre as situações malucas que eles se envolvem. O roteiro é bem amarrado e cada capítulo se conecta um ao outro. As cores são vivas o que reforça esse clima de alegria misturados com conflitos que acabam dando um ar moderno ao um formato já conhecido dos aficionados por séries e comédias desse estilo.

Mas por que devo assistir?

Por ser uma sitcon meio parecida com as que a CBS produz e por ter uma vibe daqueles filmes Sessão da Tarde, como “Entrando numa fria maior ainda com a família” ou “Doze é demais”, a série traz esse clima conflituoso que toda família tem e como eles conseguem se entender no meio de tantos problemas e a trama nos mostra que a confiança, a empatia e o diálogo são capazes de resolver qualquer situação tensa. E de forma muito natural, as peculiaridades de cada um vão sendo retratadas e como às vezes conseguimos nos identificar com os dilemas vividos pelos personagens.

Feliz Natal e Tal rende boas risadas e alguns lencinhos molhados e por isso leva 3,5 vidas de 5,0.

 

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