Crítica | Um Lindo Dia na Vizinhança

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O filme Um Lindo Dia na Vizinhança começa enquanto assistimos ao programa infantil de Fred Rogers. É incrível pensar como Tom Hanks parece ter nascido para interpretar esse personagem. Com direção de Marielle Heller, esse personagem vai muito além e é maravilhoso como eles retratam o apresentador, como se ele fosse um santo.

Mas, como sempre, estamos passando por testes, então não seria diferente com Fred Rogers e ele é testado quando encontra com o jornalista investigativo Lloyd Vogel (Matthew Rhys), que a partir desse encontro, ao longo do filme, provoca discussões sobre rancor e perdão.

Gosto da maneira como a diretora coloca no longa a habilidade e o prazer que Rogers tem em ensinar e ajudar as pessoas. É muito explicativo, mostrando muitos detalhes de várias situações que faz até um pouco de sentido por tratar-se de um programa infantil; a forma como a diretora brinca, mas sem exagerar, sobre a percepção que o público tem sobre o homem, e é impossível não nos identificarmos com Vogel pois, cabe a pergunta, existe alguém que, realmente, consegue ser bom o tempo todo? Ele é bom mesmo ou finge ser? Ele consegue separar o sr. Rogers do verdadeiro Fred? E, no filme, essa resposta não aparece ao certo. E foi isso que eu gostei, pois a diretora desafia o público a tirar as suas próprias conclusões.

Podemos ver, também, que o roteiro explora a drama familiar dos Vogel e como ele é mostrado, como se fosse realmente um dos episódios do programa apresentado por Rogers. Os quarteirões da vizinhança de Lloyd é apresentado por meio de miniaturas coloridas usadas no cenário de um programa, e uma das cenas que é simples porém tocante, é quando o sr. Rogers desafia o jornalista a ficar um minuto em silêncio e refletir sobre todas as pessoas que teve influência em sua vida. E isso acaba levando o espectador a fazer o mesmo. Sem contar que esse filme tem um elemento de autoajuda, que é passado pelas lições do apresentador de como lidar com os seus sentimentos.

Gosto também de como a personagem Andrea Vogel (Susan Kelechi Watson), esposa de Lloyde, entra com um papel de mulher compreensiva, que está para ajudar o marido com seus problemas emocionais e impulsionar ele a ser sua melhor versão. Mas gosto de ver como os personagens se desenvolvem de uma determinada forma, e de como a amizade de Lloyde e Rogers flui ao longo do filme.

O filme leva 4 vidas de 5.

Mas por que devo assistir?

Por ser um filme que ao mesmo tempo é educativo e bem humorado, ele acaba sendo uma produção que traz grandes ensinamentos, pois quem não enfrenta problemas na família? Podemos nos identificar com alguns personagens, pois mostra o drama que a família Vogel passa, mais especificamente pai e filho, e como uma visão de fora pode dar uma diferença. Esse longa também mostra como podemos lidar com os sentimentos que não queremos liberar. É um filme bem família em que podemos aprender e rir, e faz com que a gente se sinta como se estivéssemos assistindo em casa, já que ele nos deixa à vontade. Sem contar que a atuação de Tom Hanks está incrível!

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