Star Trek está de volta com Picard?

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Ontem estreou a mais nova série Star Trek: Picard nos EUA e hoje ela já está no Prime Vídeo em território brasileiro.

Depois de tantas entrevistas e dicas, realmente tudo o que foi dito está na tela. Picard é completamente diferente do que vimos até então. Não apenas em sua história, que agora foge do padrão nave estelar ou em algum ponto da galáxia, centrando na vida de Jean Luc, que também está mudado.

Não temos mais aquele capitão confiante, com voz imperativa e olhar de derrubar seus inimigos e passar confiança. Agora ele é uma pessoa triste, amargurada e de voz cansada. Vive praticamente isolado em seu vinhedo ao lado do “number one” e mais dois outros personagens que não irei colocar para não dar spoilers.

O primeiro episódio é rápido, praticamente uma introdução a este novo mundo que se não fosse no futuro, poderia ser muito bem o nosso.

Existem muitas críticas sociais e principalmente ao ser humano, onde Picard diz que “hoje as pessoas não conhecem mais a história”, “fazem as coisas ruins serem apagada com um simples gesto, mas no mundo real não é assim que isto acontece”, entre outras, mostrando o quanto socialmente o ser humano ficou fútil ao ponto de se tornar arrogante em ter certeza que pode atacar e colocar como sendo único o seu ponto de vista em qualquer situação. É triste ver que realmente em um mundo tecnológico onde deveria existir mais união e informação, o que existem são pessoas críticas e desinformadas.

E respondendo a pergunta do título, sim, Star Trek está de volta! Principalmente porque Star Trek: Picard faz o seu papel de trazer uma crítica social do nosso mundo ao universo utópico criado por Gene Roddenberry, com personagens mais humanos e menos super heróis como dos últimos filmes ou um único personagem que é praticamente o centro de uma série, como no caso de Discovery. Além de quem nunca viu nada de Star Trek, poder conferir e entender todo o seu enredo, e novamente sem precisar ficar jogando “na cara”, que um tradutor universal funciona para todas as línguas, até mesmo alienígenas.

O primeiro episódio leva Warp 5 de 5!

Algumas observações

A abertura lembra muito a minissérie Cosmos com Neil DeGrasse Tyson, ainda mais por Cosmos ter a mesma pessoa da produção de Star Trek.

Ainda na abertura, não temos nenhuma narrativa “narrada”, mas as imagens são mais do que expositivas no que será a primeira temporada. Os fãs mais antigos de Star Trek: The Next Generation com certeza irão perceber isso.

Como dito em entrevistas, Picard está dentro do universo pós J.J. Abrams, o que não ficou ruim e até melhor. Os acontecimentos do longa ficaram infinitamente melhor trabalhados em um único episódio de quase 60 minutos, do que a loucura espacial de Nero e cia em quase 120.

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