Girls Arena | Projeto foca no desenvolvimento do cenário feminino de LOL

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Quem nunca ouviu que “videogame é coisa de menino”? Contrariando esse tipo de pensamento, a 7ªedição da Pesquisa Game Brasil (PGB) mostra que 69,8% das mulheres no Brasil jogam jogos eletrônicos, independentemente da plataforma. Além disso, pelo quinto ano consecutivo do estudo, o público feminino é maioria entre os gamers brasileiros, representando 53,8% dos jogadores no país.

Pensando nesse público e nas novas jogadoras que surgem a cada ano, um projeto foi criado especialmente para elas. Girls Arena! Focado em ajudar as meninas que querem melhorar a game play ou que desejam entrar no cenário competitivo, independente da área escolhida: jogadora, caster, organização de campeonato, advocacia, psicologia, etc. É disponibilizado profissionais do cenário para dar assessoria teórica, prática e psicológica. Além disso, é totalmente gratuito, garantindo o acesso ao aprendizado a qualquer garota!

Como um dos principais valores do projeto é a inclusão, a oportunidade é estendida também a meninas trans e cis, que por muitas vezes sofrem com a falta de aceitação no cenário. O único requisito para fazer parte do projeto, é que se identifique como mulher. Não há limite de vagas e nem elo, o objetivo é realmente ajudar no desenvolvimento de cada uma. O projeto ensina incialmente sobre Legue of Legends (LOL) e estão expandindo aos poucos, com a ideia de abraçar todo o cenário gamer e todos os jogos.

As aulas acontecem por meio da plataforma Discord e os conteúdos teóricos permanecem gravados para acesso de quem não conseguiu participar ou quer rever alguma aula.

Girls Arena

A embaixadora do projeto, Tatiana “Nelliel” Camargo, conta que ideia de criar esse projeto já havia surgido bem antes, mas com o foco voltado para meninas que queriam fazer parte do staff, mas não deu segmento devido à falta de recursos. O projeto atual surgiu por meio de um convite. “No começo do ano o Gabriel “Geralmente” Poersch me procurou para falar do projeto e me chamar para ser Embaixadora, e aqui estou! ”.

Nelliel conta que o maior desafio do projeto é manter os custos e a divulgação. “Nós queremos atender ao maior número de meninas possível. Até porque as meninas são super empenhadas e eu tenho muito orgulho de trabalhar com elas”, diz. Girls Arena trabalha com aulas, conteúdos, palestras, treinamentos, parte psicológica e aulas práticas, fazendo com que as meninas aprendam, se sintam seguras e criem suas oportunidades.

O resultado não tem demorado para aparecer. Nelliel afirma que muitas garotas já subiram de elo, algumas tiveram coragem de enfrentar uma seletiva e passaram. “Além das meninas que estão aprendendo que existem diversos caminhos no e-sports. Eu mesma ganhei uma “assistente” que não desgruda mais e me ajuda muito! ”, finaliza.

Por mais que pesquisas apontem que o universo feminino seja a maioria, o cenário gamer ainda conta com uma comunidade muitas vezes tóxica, o que acaba intimidando muitas jogadoras. Algumas optam por usarem um nick unissex, outras evitam abrir o microfone, mas todas sentem na pele o machismo e preconceito do cenário. Mulheres têm se unido para lutar contra isso e esperamos que a toxicidade da comunidade seja extinta.

Girls Arena chega para mostrar para essas meninas que ainda têm medo de se inserir na comunidade gamer, que elas não precisam sentir medo e que qualquer coisa que aconteça, elas terão um suporte para apoiá-las. Esse trabalho de confiança tem rendido frutos, Nelliel conta que muitas meninas já criaram times e marcam horários de treinos entre si, perdendo assim o medo de ir para solo.

Nelliel conta que por mais que não seja um cenário fácil, se é seu sonho, você precisa lutar por ele. “ Lute muito porque não é fácil, é uma peneira diária esse cenário, mas saiba também que existem muitas coisas por trás do e-sports, não existem só jogadores. Talvez você encontre seu caminho de outro modo”.

Sendo a primeira headcoach do Brasil, Nelliel diz que é nítido a diferença de qualidade entre o cenário do nosso país e os demais, mas que esse ainda é um assunto delicado de abordar. “Eu, Nelliel, começo a pensar que não vou realizar meu sonho de ser a primeira mulher headcoach no Brasil a pisar no CBLoL, mas espero que elas consigam! ”, finaliza.

Para quem se interessou pelo projeto e quer fazer parte da Girls Arena, é só acessar o Twitter e enviar uma DM para a equipe. Caso tenha gostado da ideia, queira apoiar e fortalecer esse projeto de alguma forma, entre em contato pelo e-mail contato@girlsarena.gg

2 Comments

  1. Melhor projeto! Ganhamos oportunidades nunca ofertadas antes!! Além de ter respeito e seriedade de todas, onde rivalidade feminina não existe!!

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